quinta-feira, 17 de maio de 2018

De que Cor é um Beijinho- Sugestão Literária para Pais e Profissionais




Editora: Jacarandá

Este livro conta-nos a história da Mónica que de todas as coisas que mais gostava de fazer, desenhar era uma delas, resolveu assim desenhar e pintar um beijinho para oferecer à mãe mas não sabia de que cor era um beijinho?



Aos Pais

Este livro está escrito numa linguagem simples e acessível, pode ser usado com crianças a partir dos 3 anos de idade. Em casa pode usar esta história para ajudar o seu filho(a) a expressar as suas emoções/sentimentos.

O Livro permite ainda trabalhar:

- Memória;

- Tentativa E Erro;

- Juízo Crítico:

- Emoções/Sentimentos (através da cor)


Aos Profissionais

Em Psicologia muitas são as vezes que recorremos a histórias infantis, uma vez que estas promovem e facilitam a identificação com a personagem por parte das crianças.


Este livro em particular, fala-nos sobre afectos, uma vez que a personagem principal Mónica quer pintar um beijinho para oferecer à sua mãe. Ao longo da história a criança é convidada a percepcionar como cada cor é sentida pela Mónica, existindo assim uma identificação.

Assim e de acordo com o livro, podemos fazer a seguinte identificação:

Vermelho – “Dizem que o vermelho é a cor de quando estás zangado…”;
Verde – “Não gosto nada de vegetais (…), nem de brócolos” – repulsa;
Amarelo – Cor “das boas ideias” e do “mel” – alegria;
Cor-de-rosa – “Delicioso como os meus bolos” amizade;
Azul – “Cor da Tristeza”;
Negro e cinzento – “Da escuridão e dos monstros” – Medo.

Em Terapia da Fala permite trabalhar as cores e a associação das mesmas a objectos, alimentos, estações do ano ou acções.

Este é um livro que já me ouviram falar diversas vezes tanto no Blog como na página de facebook e que utilizo não só em contexto terapêutico, mas também em acções que desenvolvo para creches, jardins de infância ou escolas a nível de desenvolvimento de competências sócio emocionais.



Como sugestão a nível da expressão plástica podem pedir às crianças para pintarem os seus próprios beijinhos.






Qualquer dúvida, contacte psicologareginaborges@gmail.com

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Será que o meu filho está preparado para entrar no 1º ciclo?



Esta é uma pergunta que muitos pais se colocam, no entanto existem algumas condições, principalmente para aqueles cujos filhos fazem os seis anos de idade após o 15 de setembro.
Se formos analisar o que diz a Legislação Portuguesa, temos o seguinte:

“A matrícula no 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico é obrigatória para as crianças que completem 6 anos de idade até 15 de setembro

As crianças que completem os 6 anos de idade entre 16 de setembro e 31 de dezembro podem ingressar no 1.º ciclo do ensino básico se tal for requerido pelo encarregado de educação, dependendo a sua aceitação definitiva da existência de vaga nas turmas já constituídas (..)” [Despacho n.º 5048-B/2013]. 

Na teoria, o que isto significa é que todos os alunos que façam anos depois de 15 de setembro são os chamados “condicionais”. Só entram para o 1º ciclo em situações de exceção (como por exemplo a escola ter vagas). Contudo na prática, o que acontece na realidade é que todos os alunos que façam anos até ao dia 31 de dezembro, normalmente entram, salvo raras exceções.

Muitos são os papás que ao ter isto em conta colocam a questão, será que o meu filho está preparado?

Não existe uma resposta universal e homogénea a esta questão, no entanto é importante que as crianças não saltem etapas no seu desenvolvimento e que só entrem na escola, quando estão preparadas para tal. 

Se o filho de A.  entrou na escola e correu tudo bem, não quer dizer que o filho de B. seja igual…. As crianças diferem umas das outras em termos de personalidade e mais importante de maturidade emocional.

Existem inúmeros estudos que demonstram, que o ideal é que as crianças entrem já com os seis anos feitos. Como curiosidade sabiam que nos países nórdicos, a entrada no 1º ciclo acontece só aos sete anos?

Um estudo publicado pelos investigadores Thomas S. Dee e Hans Henrik Sievertsen, da Universidade de Stanford,  (2015) chegou à conclusão que as crianças dinamarquesas que entram um ano mais tarde para o primeiro ciclo revelam menores índices de desconcentração e hiperatividade e, consequentemente, denunciam um maior autocontrolo.

Então é importante desmistificar se os alunos condicionais atrasam ou ganham?

Na minha opinião não atrasam…eles não chumbam, nada perdem, lembrem-se disso. Apenas ganham, mais um ano para crescer e ganhar maturidade emocional.

A decisão da criança ficar mais um ano no pré-escolar, cabe sempre aos pais, no entanto não tomem esta decisão sozinhos, questionem a educadora do vosso filho e tenham em conta os seguintes aspetos:
- Concentração e Atenção;
- Maturidade cognitiva, social e emocional;
-Linguagem e Consciência Fonológica;
-Psicomotricidade;

Existe uma pressão por parte da sociedade para que as crianças “Vão para a escola dos crescidos” e uma grande desvalorização, quando dizemos que as crianças de cinco anos “Estão só a Brincar”.

São crianças e devem brincar, pois a brincar também se aprende. É a brincar com legos, plasticinas, ler histórias, fazer construções entre tantas outras coisas, que a criança está a estruturar o seu cérebro e a adquirir competências que lhe vão permitir ter sucesso aquando da entrada no 1º ano.

No fundo, trata-se de evitar que crianças de cinco anos sejam obrigadas a crescer e acompanhar crianças mais velhas nos mesmos desafios que a escola assim impõe.

Respeite o ritmo e as necessidades do seu filho, evite comparações.

O seu filho(a) é único e especial!


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Beneficios do StoryTelling - Explorando a História do Grufalão Jacarandá Editora


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          As histórias destinadas aos mais novos revestem-se de um poder indescritível, pela sua capacidade de aproximação ao universo infantil, contemplando assim emoções, sentimentos, angústias, dúvidas, frustrações e desejos da criança. Há medida que a história se desenvolve, a criança identifica-se com as personagens, enfrenta os seus medos e receios.




              Este mês em conjunto com a terapeuta da fala Cláudia Barriguinha da Terapia da Cacau, conversamos um pouco sobre os benefícios do contar histórias aos mais pequenos, deixo-vos aqui o vídeo gravado do nosso directo.


 


E deixamos aqui algumas sugestões de actividades para fazerem com os mais pequenos.




Actividade para exploração dos Medos



 Actividade para exploração da Linguagem:

Adjectivos

 
 

                                            Rimas