domingo, 18 de novembro de 2018

Já estamos no INSTAGRAM


 Confesso-vos que não tinha perfil pessoal de Instagram e andava muito céptica em relação ao Instagram. No entanto, tinha outros colegas a recomendar criar um perfil da Psicóloga Regina Borges no instagram.

 O grande desafio seria para além da construção de textos, construir e captar imagens (fotografias) que acompanhassem o meu trabalho, até para desmistificar um pouco a profissão de psicóloga.

O instagram é uma plataforma mais focada em imagens e em conteúdos breves (textos) que as acompanham. Aqui no Blog será onde encontraram os textos mais compridos.

 Fico à vossa espera no Instagram @psicólogareginaborges
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para questões: psicologareginaborges@gmail.com

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Educar para a sexualidade em casa e na escola, sim!

Hoje gostaria de alertar para a necessidade de se educar os nossos jovens para a sexualidade tanto em casa como na escola.


Durante a pré-adolescência e adolescência, rapazes e raparigas passam por transformações físicas e emocionais e a sexualidade, que existe desde os primeiros anos de vida, ganha outros contornos.
Se a sexualidade e conversar sobre ela por vezes é um tema difícil entre os adultos, imagine entre os adolescentes que nem sempre estão assim "tão " informados quanto aparentam.


É importante distinguirmos na minha opinião três áreas de intervenção:

1) Psicoeducação  - Conversar de forma aberta com os nossos jovens sobre o que é a sexualidade, sobre as transformações e fisiologia do nosso corpo, sobre as relações entre as pessoas, no fundo sobre os afectos.

2) Educação Sexual positiva - Pais, Professores e outros profissionais devem promover uma educação sexual positiva.

Aos pais cabe-lhes estabelecer um ambiente calmo e seguro, bem como informar e educar sobre os métodos contraceptivos disponíveis, de forma a prevenir comportamentos que possam levar a gravidezes indesejáveis ou até a doenças sexualmente transmissíveis.

Caso o seu filho(a) se sinta mais envergonhado em conversar consigo sobre isto, promova e incentive uma consulta do serviço de Planeamento Familiar (PF) no Centro de Saúde da sua área de residência. É importante que o seu filho(a) esclareça todas as suas dúvidas antes mesmo de iniciar a sua vida sexual.

Aos Professores ou nas escolas, esta educação sexual pode ser realizada, através de:

Disponibilização  de formação para professores ou outros profissionais , de forma a que estes tenham uma atitude mais positiva e esclarecedora face às questões levantadas pelos alunos ou até mesmo de uma abordagem pedagógica com temas ligados à sexualidade;
Parcerias com serviços de saúde locais, que promovam o encaminhamento por exemplo para uma consulta de (PF);
Espaço de apoio a Famílias.


3) Prevenção da Violência no Namoro- Existem já dados alarmantes sobre adolescentes vítimas de violência no namoro e muito ainda há a fazer nas escolas sobre esta temática.

Assim na minha opinião as escolas deveriam promover acções de sensibilização para os jovens, que abordem esta temática e que façam a distinção entre uma relação amorosa saudável em detrimento de um relacionamento abusivo que anula completamente os direitos humanos do jovem.

 As escolas podem e devem igualmente promover um espaço entre aluno-professor, de forma a facilitar o pedido de ajuda.

Existem diferentes formas de Violência no Namoro, das quais destaco:

Violência Verbal;
Violência Física;
Violência Psicólogica;
Violência Sexual.

Deixo-vos um Link com bastante informação da APAV




 Para mais informações:
Estas sessões contam com o apoio da Harmony Portugal.🤗




Psicologareginaborges@gmail.com
965509032


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Casa de Madeira - Material de Intervenção


Hoje vamos falar sobre casas de bonecas como material de intervenção em psicologia e não só, ficaram curiosos?

Recentemente adquiri uma casa de madeira da marca Lidl Portugal (mas existem várias à venda no mercado) para mim foi importante ter de base as seguintes divisórias:

Cozinha,
Sala;
WC;
Quarto dos Pais;
Quarto das Crianças




Para além das divisórias adquiri também uma família completa: Pais, Filhos, 1 Bebé e Avós, estes podem integrar por exemplo a mala ludo (mala de recursos terapêuticos de psicologia infantil); por sua vez a casa por não ser de fácil transporte, acaba por estar fixa em gabinete.



Através da brincadeira com a casa de madeira, conseguimos perceber as dinâmicas familiares, uma vez que a criança tende a projectar nos bonecos aquilo que sente e a angustia, permitindo assim ao psicólogo aceder a conteúdos mais internos. 


Permite ainda à criança experimentar e compreender os diferentes papéis familiares, de género e sociais.

Em terapia da fala, por exemplo consegue-se trabalhar a compreensão e expressão da linguagem, por exemplo, construir-se uma história de forma a trabalhar a construção de frases ou pedir para a criança ir nomeando objetos, de forma a trabalhar os sons.

Em casa, permite a criança explorar o que observa do mundo dos adultos, permite brincar de mãe, de  irmã mais velha, tal como de pai, irmão, avós etc.. (Os diferentes papéis como referi em cima)..

Este é um brinquedo para TODOS, não existem brinquedos de “menina” ou de “menino”; por isso se for pai ou mãe de um rapaz e este quiser brincar ou ter muito uma casa de madeira, porque não? 
Os brinquedos não têm género! Vamos todos combater o preconceito e brincar às casinhas? 

As meninas podem ser excelentes pilotos de corridas ou astronautas  e os rapazes também podem ser excelentes cozinheiros e cabeleireiros, deixem-nos experimentar e fazer de conta!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

De que Cor é um Beijinho- Sugestão Literária para Pais e Profissionais




Editora: Jacarandá

Este livro conta-nos a história da Mónica que de todas as coisas que mais gostava de fazer, desenhar era uma delas, resolveu assim desenhar e pintar um beijinho para oferecer à mãe mas não sabia de que cor era um beijinho?



Aos Pais

Este livro está escrito numa linguagem simples e acessível, pode ser usado com crianças a partir dos 3 anos de idade. Em casa pode usar esta história para ajudar o seu filho(a) a expressar as suas emoções/sentimentos.

O Livro permite ainda trabalhar:

- Memória;

- Tentativa E Erro;

- Juízo Crítico:

- Emoções/Sentimentos (através da cor)


Aos Profissionais

Em Psicologia muitas são as vezes que recorremos a histórias infantis, uma vez que estas promovem e facilitam a identificação com a personagem por parte das crianças.


Este livro em particular, fala-nos sobre afectos, uma vez que a personagem principal Mónica quer pintar um beijinho para oferecer à sua mãe. Ao longo da história a criança é convidada a percepcionar como cada cor é sentida pela Mónica, existindo assim uma identificação.

Assim e de acordo com o livro, podemos fazer a seguinte identificação:

Vermelho – “Dizem que o vermelho é a cor de quando estás zangado…”;
Verde – “Não gosto nada de vegetais (…), nem de brócolos” – repulsa;
Amarelo – Cor “das boas ideias” e do “mel” – alegria;
Cor-de-rosa – “Delicioso como os meus bolos” amizade;
Azul – “Cor da Tristeza”;
Negro e cinzento – “Da escuridão e dos monstros” – Medo.

Em Terapia da Fala permite trabalhar as cores e a associação das mesmas a objectos, alimentos, estações do ano ou acções.

Este é um livro que já me ouviram falar diversas vezes tanto no Blog como na página de facebook e que utilizo não só em contexto terapêutico, mas também em acções que desenvolvo para creches, jardins de infância ou escolas a nível de desenvolvimento de competências sócio emocionais.



Como sugestão a nível da expressão plástica podem pedir às crianças para pintarem os seus próprios beijinhos.






Qualquer dúvida, contacte psicologareginaborges@gmail.com