quarta-feira, 4 de abril de 2018

Confissões de uma MãePsi Varicela


Hoje escrevo este texto para vos contar como sobrevivemos à varicela, um texto de mãe para mãe. A varicela é daquelas doenças que não mata, mas mói, aparece devagar com uma comichão ali outra acolá que nós de inicio até nem nos apercebemos e ao fim de 48h de incubação (segundo pediatras é nesta fase que existe maior contágio) as malditas invadem o corpo todo e as dores chegam.

Estas malditas, sim chamemos malditas borbulhas, causam imensa dor nos mais pequenos, primeiro derivado à comichão que causam e em segundo lugar porque temos de estar constantemente a pedir-lhe para não se coçarem e a explicar lhes que se o fizerem ficam com marcas, o que causa algum senão muita frustração.

Ora uma criança de 4 anos por muito que perceba no momento em que lhe é explicado, muitas vezes a dor e a comichão levavam a melhor.

Para as mamãs e papás que ainda não tiveram contato com esta doença de perto e sendo ela extremamente comum em crianças pequenas, deixei-me dizer-vos que pode ser assustador ver em espaço de minutos as borbulhas a aparecerem (1º fase) criarem uma aguadilha (2º fase), em seguida ferida quando inevitavelmente se coçam (3º fase) e por fim o crescimento da crosta (4º fase).
Segundo os pediatras demora de 6 a 7 dias, infelizmente para nós, aqui por casa a criança ficou coberta de pintas, até criamos o pseudónimo de “Pintarolas” e do inicio até à última fase (em que têm de estar todas as borbulhas secas) durou 15 dias…sim 15 dias até termos alta médica.


Agora, aquilo que mais questionam….como sobrevivemos e que técnicas e estratégias adotámos para amenizar os sintomas e tranquilizar a pequena.

Para aliviar a comichão Banhos de água morna com farinha Maizena:

Não deve ter medo de dar banho à criança, o banho não alastra a erupção nem agrava, pelo contrário ajuda a prevenir uma infeção bacteriana, esfreguem com cuidado, aqui em casa resultava aplicar mesmo uma “pasta” de farinha Maizena por cima de cada borbulha e deixar atuar um pouco (pois ajuda a secar) em seguida secar bem ou tamponar com a toalha.

Depois do banho Creme para colocar localmente em cada borbulha (a pediatra receitou Pruriced da Uriage) na última fase quando as borbulhas já tinham crosta paramos com os banhos de maizena e usávamos o creme D´Aveia para hidratar a pele.

Os anti-histamínicos por via oral também reduzem a comichão e ajudam a tranquilizar o sono.
 A nossa pediatra, receitou o Atarax em xarope que foi vital para aliviar nos primeiros dias, contudo verificamos o efeito adverso à noite, isto é, invés de tranquilizar ficava mais acelerada e excitada, pelo que rapidamente se exclui o Atarax.

Em caso de febre e se esta exceder os 38,5º podem utilizar o Paracetamol (aqui só tivemos no primeiro dia) em momento algum podem dar Brufen/Aspirina a crianças com varicela, já que o binómio aspirina-varicela foi associado a uma doença denominada Síndroma de Reye, que afecta o cérebro, o fígado e os rins. 

Os antibióticos não têm qualquer efeito sobre a varicela pelo que estão contra indicados.



Igualmente devem manter as unhas cortadas rentes (para evitar que se cocem), no que diz respeito à alimentação deve manter uma alimentação equilibrada, porém a falta de apetite impera. É importante mantê-los bastante hidratados por isso ofereça bastante água e sumos de frutas.
Prepare-se mentalmente, porque é uma sensação constante de frustração, queremos aliviar-lhes as dores e não conseguimos. Os primeiros dias em que eles estão mais prostrados são sem dúvidas os piores.

As estratégias que resultaram cá em casa passaram, por:

- Numa boneca colamos pintas vermelhas nos mesmos locais em que ela tinha, foi uma forma de “normalizar” e desmistificar um pouco as borbulhas e há medida que ia melhorando “descolávamos as pintas” da boneca.

Utilizei papel autocolante, mas se preferirem podem numa folha A4 colocar o desenho ou esboço do corpo e sempre que forem colocar creme eles desenham as pintas, para terem noção das mesmas, deixo aqui uma foto de exemplo:


- Brincadeiras na hora do banho, sim nós estávamos na neve (a farinha servia para imitar flocos de neve a cair)

- Jogos de mímica (onde aproveitei para trabalhar as emoções com a pequena)

-Sessões de cinema em casa

Muito mimo e ronha, afinal de contas o beijinho da mãe ou do pai cura tudo....tudo parece ser e ficar mais pequeno, não é verdade?

quinta-feira, 22 de março de 2018

Filme Divertidamente


Divertidamente é um filme que foi lançado pela Disney Pixar em 2015, mas que continua atual nos dias de hoje, quer para miúdos quer para graúdos.

É um filme que gosto em particular para fazer de ponte de ligação nas sessões de competências emocionais com as crianças.

A personagem Riley é uma menina divertida de 11 anos de idade, no entanto esta menina vai enfrentar uma mudança na sua vida, nomeadamente os pais resolvem mudar de casa e de cidade e com isso também o estado e humor de Riley altera.

Dentro do cérebro de Riley, existem várias emoções Alegria, Tristeza, Medo, Raiva, Repulsa (ou nojo) e são elas as personagens principais deste filme que nos fala sobre emoções. 
Não é por acaso que o filme aborda estas emoções, uma vez, que estas fazem parte do leque das Emoções Básicas que nos acompanham desde cedo.

No filme abordam se ainda conceitos como o de Memória de Longa Duração, Sonhos e Subconsciente, Pensamento Abstrato e Amigos Imaginários (personagem Bing Boing) de uma forma simples e com uma linguagem clara proporcionando assim uma compreensão da sua formação e função.

A mensagem principal que se retira do Filme é a importância de expressarmos as emoções que sentimos e experienciamos, mesmo quando estas são emoções negativas e desconfortáveis.

Uma animação digna da Disney Pixar que merece ser vista e revista por todos!

Bom Filme 


 

segunda-feira, 5 de março de 2018

O gato das Meias Brancas- Sugestão Literária para Pais e Profissionais



Autora: Susana Machado

Para adquirir o livro:

Ele era livre independente e corajoso, vestido a rigor com o seu smoking preto, com laço e meias brancas. Não havia nada que não temesse, apenas não suportava ser tocado por humanos…particularmente por aquelas “horrorosas” crianças.

Aos Pais e Profissionais: 

Este é um livro que nos fala sobre amizade, uma amizade improvável.
Os pais podem usar este livro de histórias na hora de dormir, desde que seja reservado tempo para poder esclarecer as dúvidas e questões que surjam às crianças.
Pode e deve ser explorado por profissionais tais como psicólogos e educadores de infância para abordar a temática da amizade, de forma a que a criança explore os seus sentimentos identificando o quê e que a deixa triste, feliz etc.
É uma excelente ferramenta não só na verbalização dos sentimentos, como na expressão destes.
Só se aprende mesmo o que é amizade vivendo, amizade significa criar laços. Sendo este livro um excelente ponto de partida para trabalhar a amizade e os sentimentos, quer no contexto de creche/jardim de infância ou em casa podem recorrer a trabalhos de expressão plástica sobre a amizade.
Por exemplo a construção da árvore da amizade, de forma, a trabalhar os conceitos de que existem vários tipos de amizades e que cada folha deve caracterizar cada um deles. Os primeiros são o pai e a mãe, seguindo-se os irmãos com os quais partilhamos inúmeras aventuras, depois existem os amigos mais próximos e também os amigos que podem estar distantes e que podem ser retratados nas pontas dos galhos.
Este é apenas um exemplo…convido-os a todos a lerem esta maravilhosa história e trabalharem a amizade com os mais pequenos.