terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Vamos falar de Emoções?

Durante os meses de Novembro e Dezembro fui convidada mais a colega Joana Candeias ( Site e Facebook )  a dinamizar workshops de competências emocionais para os mais pequenos nos CAF (Componente de Apoio à Família) da escola António Augusto Louro.

Tivemos em conta as características dos espaços e a faixa etária dos intervenientes, para dinamizar as diferentes sessões.

O primeiro workshop realizou-se a 9 de Novembro de 2017, no CAF 2º Ciclo , com meninos na faixa etária dos 10 aos 12 anos de idade. Como ponto de partida os meninos visionaram o filme Divertidamente (Inside Out) em seguida explorámos com a ajuda dos alunos cada emoção representada no filme (Alegria, Tristeza, Raiva, Medo, Nojo) falando ainda sobre a importância dos amigos imaginários(com a ajuda da personagem BingBoing).

Filme


Conversa aberta


Jogámos em conjunto um jogo com as personagens do filme e com pequenos desafios relacionados com as emoções representadas pelas personagens.

Jogo de tabuleiro



   No segundo workshop realizado a 23 de Novembro de 2017, estivemos no CAF de Paio Pires , com meninos na faixa etária dos 4 aos 7 anos de idade. Como ponto de partida usámos a história "De que Cor é um Beijinho?". Depois de contarmos a história da Mónica com a ajuda de um boneco, questionamos os meninos com a pergunta " De que cor é um Beijinho?", como actividade cada um dos meninos ou meninas coloriu beijinhos e coração com as cores que mais gostavam, ou que para eles se adequava a um beijinho.

Hora da história

A pintar e recortar

História e beijinhos e corações dos meninos


     
       No workshop seguinte, realizado no CAF  de Casal do Marco em Dezembro, regressámos à história "De que Cor é um Beijinho?", desta vez usámos  fantoches com a expressão de várias emoções que fomos usando para ilustrar as emoções vivenciadas e descritas pela personagem principal da história a Mónica.

Fantoches criados por nós


Reconhecimento de expressões faciais














No final da atividade  meninas e meninos, foram convidados a escolher a emoção que sentiam  a maior parte do seu tempo, pintaram-na e depois fizeram o seu próprio fantoche.


fantoches









   No ultimo Workshop, desta vez na CAF Louro e após a leitura da história "De que Cor é um Beijinho?" os meninos pintaram a expressão de uma das emoções abordadas, neste caso a emoção trabalhada foi a da raiva. Há medida que terminavam a pintura foram fazendo em conjunto com as Psicólogas e monitoras o seu Pote da Calma.



Algumas fotos da sessão


O Calming Jar” ou “Pote da Calma” é utilizado para relaxar as crianças em momentos de agitação, Stress, desconcentração, irritação, raiva. Trata-se de um pote cheio de líquido e glitter que, ao ser agitado, funciona como ferramenta para chamar a atenção das crianças, fazendo com que estas fixem a concentração nas purpurinas, consigam respirar fundo e assim se acalmar . O exercício feito com as crianças foi esse mesmo contar até três virar a garrafinha ao contrário e até às purpurinas pararem de mexer inspirar e soltar o ar,  aprendendo assim a respirar.


Para mais questões ou informações: psicologareginaborges@gmail.com

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"ORA PARTE UM PRATO" - Sugestão Literária para Pais e Profissionais

Autores:
Rui Miranda Julião
Maria do Rosário Dias
Fátima Reis
José Camolas
Orieta Duarte



Ilustrador: Miguel Diogo

Esta narrativa elege o prato como personagem principal, onde folha a folha a criança vai aprender o que é que cada refeição precisa conter para um bom funcionamento do seu corpo. 
Este livro é aconselhado para crianças na faixa etária dos 4 aos 6 anos de idade. Aos Pais e Profissionais: 
Este livro pode ser utilizado tanto por pais como por profissionais (educadores, psicólogos,nutricionistas, entre outros) pois ele permite explorar, tendo como referência as principais 5 refeições, como deve ser composto um prato. Sempre com uma linguagem simples e acessível aos mais novos e com recurso a exemplos práticos.  
Mais dedicado aos Pais, o livro traz um guia onde poderão encontrar algumas dicas para uma alimentação diária mais saudável, bem como noções básicas sobre a composição dos alimentos, e ainda exemplos do que são refeições adequadas, de acordo com o horário e refeição.  
Sendo um livro principalmente voltado para os mais novos, na realidade ele pode ser lido em conjunto por pais e filhos. Podendo os pais usar o livro como ponto de partida para criar novos e mais momentos lúdicos com os seus filhos, como por exemplo envolvendo-os nas compras, desde a preparação da lista de compras à escolha dos alimentos, e mesmo envolvê-los na preparação dos mesmos.

Para os profissionais, o livro revela-se uma ferramenta importante para auxiliar ao desenvolvimento do tema da Alimentação Saudável, seja através da realização de trabalhos de expressão plástica, como desenhos ou construções, ou da dinamização de debates com os mais novos. Para os psicólogos pode ser de extrema utilidade para acções de sensibilização e de prevenção da obesidade infantil.

 Para mais questões ou informações: psicologareginaborges@gmail.com



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Nova Parceria


É com muito prazer que divulgo a parceria com a Terapeuta da Fala Márcia Pereira.


O nosso projecto profissional está em construção e começa a dar os primeiros passos. Em breve haverá novidades!


Para já pode encontrar a Terapeuta da Fala Márcia Pereira no concelho do Seixal e Almada


Recomendo pois é uma profissional que, tal como eu, ama o que faz!


Visitem a página e deixem um like:

 
 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Recomendação de produtos lúdicos e Divertidos para míudos e graúdos

Hoje vamos falar sobre a importância das rotinas e sobre a importância do tempo em família.

As crianças precisam de ter uma rotina para se sentirem seguras e tranquilas no seu meio ambiente.

É através da rotina que se estabelecem os horários🕓, horários esses que ajudam a construir um equilibrio emocional importantíssimo para a sua educação e construção da personalidade.

E tempo em família 👪? Isso existe na sua casa?

Não me refiro a estar sentado à mesa ao jantar..mas sim tempo de brincadeira, de partilha de experiências de conexão


Por mais que o seu dia seja stressante..é importante ter “tempo” para a família, desligar a televisão e partilharem.

Assim quero vos apresentar um projeto Make a Story and Smile 😀 , que conheci recentemente e que apresenta materiais lúdicos bastante originais.

Ao conversar com uma das autoras fiquei a saber que este projeto surgiu da enorme vontade de ajudar crianças com Asperger ou outros problemas de desenvolvimento, ao pesquisarem no mercado verificaram que não existia nada em portugês que fosse divertido e que ao mesmo tempo desenvolve-se as competências e a aprendizagem destas crianças.
E assim surgiram os Packs Funcionais de “Rotinas” e de “Emoções” para crianças com alguma dificuldade em aceitar ou conhecer as suas actividades diárias bem como crianças com dificuldade em identificar as emoções.

As crianças com autismo precisam de previsibilidade no seu dia a dia: perceberem o que vai acontecer a seguir bem como quais as actividades que vão fazer; esta antecipação dos acontecimentos faz com que se sintam seguras e com que percebam os objectivos.
A forma mais comum de organização de rotinas é através dos PEC’s (Picturing Exchanging Communication System), ou seja através de um sistema de comunicação através de imagens, que facilitam a memorização da sequência de uma actividade( por exemplo o escovar os dentes ou deitar). Os PEC’s podem ser feito através de fotos ou de figuras (como é o caso destas)

Igualmente é importante também trabalhar quebras de rotina, fazendo pequenas mudanças no dia a dia.

Para além do Autismo os PEC’s podem ser utilizados em casos de Trissomia 21; Paralisia Cerebral; Dispraxia entre outros.

Outro dos produtos que a Make a Story and Smile apresenta são as garrafinhas de conversa "Conversa de Jantar - em Família ; "Conversa na Escola - entre amigos" e “ Conversas com imaginação” as garrafinhas estão cheias de papelinhos e cada papelinho tem uma questão para iniciar a conversa. Com estas pode partilhar momentos divertidos em família e amigos ou então se é Professor, Terapeuta da fala , Terapeuta Ocupacional ou Psicólogo pode utilizar estas em terapia.

Adorei conhecer este projeto e sem dúvida que a garrafinha será um óptimo quebra gelo em consulta.



Para ficarem a conhecer estes produtos, podem contactar a empresa:
https://www.facebook.com/makeastoryandsmile/

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Mala Ludo- Dinossauros

Na ludoterapia e na caixa ludo,o psicólogo tem sempre animais desde os domésticos aos selvagens e também aos pré históricos como os Dinossauros.

Independente do género, as crianças gostam de brincar com animais e de imitar o seu som. Desde as crianças mais pequenas que já reconhecem os animais através do desenhos animados até às crianças mais velhas que criam uma história de lutas com um enredo tão elaborado que pode representar: As suas próprias lutas interiores, os medos, a escola e o grupo de pares, a família entre tantas outras situações que podia estar aqui a enumerar. Através da brincadeira encontram soluções para lidarem com os seus problemas seja ele qual for.

Podemos usar também os Dinossauros (ou outros animais) para treinar as funções cognitivas e de que forma?
Nomeação dos animais – Exemplo: tyrannosaurus rex
Contagem- Exemplo: 4 tyrannosaurus rex
Cores- Exemplo: É castanho
Também podemos ainda trabalhar as características individuais de cada um e ai agrupá-los por:
Famílias
Habitat
Tamanho
Tipo de Alimentação (Carnívoro, Herbívoro)







*Uma estrelinha no céu*






“Um dia as pessoas que tanto amamos vão embora e já não voltam"… todos nós passamos pela perda de um ente querido em algum momento da nossa vida. Se há coisa que temos como certa na vida é a Morte.

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Este é um tema que nos deixa bastante desconfortáveis e por isso mesmo muitas vezes evitamos falar no assunto, tentamos esconder das crianças numa tentativa de mantê-las afastadas de tudo o que está relacionado com a morte.
Nós adultos, temos de encarar a morte como um processo natural e por isso mesmo falar sobre a morte desde cedo com as crianças ajuda-as a perceber o conceito de Morte e a lidar melhor com perdas futuras.

Mas então como devemos abordar este assunto com os mais novos?
Deve claro adequar a linguagem de acordo com a faixa etária da criança, opte por dar explicações simples e honestas e use termos concretos, nada de eufemismos:” Deixou-nos” ou ”Foi embora”.

Até aos 2 anos de idade – A criança não tem um vocabulário rico, nem conhece o significado de morte, vai perceber a ausência da pessoa mas é uma faixa etária onde não se consegue explicar este conceito.

Entre os 3 e os 6 anos de idade- Existe uma predominância de um pensamento mágico, o que faz com que a criança perceba e entenda a morte como algo reversível, por exemplo: A bela adormecida acordou de um sono profundo.
 Nesta idade a criança já entende tudo, por isso utilize uma linguagem concreta e real para lhe explicar que a morte se trata de algo que não se consegue reverter.

Dos 6 aos 10 anos de idade- A criança já tem algum «know how» sobre a morte, aqui deve observar o comportamento da criança e escutar. É de extrema importância que a encoraje e  a deixe expressar os seus sentimentos. Partilhe com ela o que você está a sentir, dando lhe espaço e abertura para ela colocar questões; mostre afeto (um abraço na altura certa por vezes é o suficiente), dê suporte e esteja presente.

Como acontece com os adultos, a memória afetiva nunca vai desaparecer e é nas boas recordações que a criança e o adulto devem procurar algum conforto.
Neste momento, encontro-me em processo de luto por perda da minha avó…não está a ser fácil, mas foi nas palavras da minha filha de 4 anos que tive algum conforto.         Ao explicar-lhe que a Bivó era velhinha estava doente e faleceu, obtive a resposta mais surpreendente: “ Não fiques triste mamã..a Bivó é uma estrelinha no céu”.
Há muitas formas de se lidar com a perda e de se fazer o Luto, aqui em casa a pequena soltou balões brancos no céu.

Deixo-vos alguma bibliografia, que pode ajudar a abordar esta temática com os mais pequenos:

“ A estrela que não morava no céu” – Chiado editora
“ Não é fácil pequeno esquilo” – Editora Callis
“ Eu lembro-me” –Livros Horizonte“


Artigo escrito para o blog Terapia com Amor: https://terapiacomamorblog.wordpress.com/2017/11/01/uma-estrelinha-no-ceu/

terça-feira, 31 de outubro de 2017

FALAR SEM IMPRECISÕES…




 Muitos são os pais que se questionam sobre o desenvolvimento da linguagem dos seus pequenotes, assim a Terapeuta da Fala Cláudia Barriguinha responsável pelo projeto  Terapia da Cacau   cedeu a um pedido meu de esclarecer um pouco o que é Articulação Verbal Oral.


Por Articulação Verbal Oral entende-se a produção dos sons da fala. Sons estes que são resultado da corrente de ar proveniente dos pulmões, que passa pelas pregas vocais, e que posteriormente, é moldada na cavidade oral (boca), por órgãos como, os lábios, as bochechas, a língua, a mandíbula, o palato duro e o véu palatino.


A correta produção dos sons da fala depende: 
· Das capacidades articulatórias/motoras da criança;
· Da coordenação dos movimentos do sistema estomatognático (estruturas ósseas, dentes, músculos, articulações, glândulas e sistemas vasculares linfáticos e nervosos).


Se o seu filho tiver alterações articulatórias pode
· Pedir à criança para olhar para sua boca enquanto produz o fonema (dar o modelo);
· Produzir o fonema de forma exagerada;
· Dividir a palavra em sílabas para a criança repetir com maior facilidade;
· Falar pausadamente;
· Fingir que não percebeu o que a criança disse, pedindo-lhe para repetir;
· Ler livros à criança que tenham imagens, cujas palavras contenham sons específicos;
· Fazer jogos (lotos de figuras) com a criança e pedir-lhe para dizer o que vê na imagem. À medida que esta responde pode ir corrigindo;
· Não adotar uma postura muito rígida pois a criança pode começar a desenvolver sentimentos de frustração e vergonha;
· Estar atento à socialização com os colegas do J.I./escola, no sentido de perceber se o seu filho tem dificuldades a fazer-se entender junto dos amiguinhos.
- PROCURE UM PROFISSIONAL HABILITADO – O TERAPEUTA DA FALA.

By Cláudia Barriguinha, Terapeuta da Fala