terça-feira, 31 de outubro de 2017

FALAR SEM IMPRECISÕES…




 Muitos são os pais que se questionam sobre o desenvolvimento da linguagem dos seus pequenotes, assim a Terapeuta da Fala Cláudia Barriguinha responsável pelo projeto  Terapia da Cacau   cedeu a um pedido meu de esclarecer um pouco o que é Articulação Verbal Oral.


Por Articulação Verbal Oral entende-se a produção dos sons da fala. Sons estes que são resultado da corrente de ar proveniente dos pulmões, que passa pelas pregas vocais, e que posteriormente, é moldada na cavidade oral (boca), por órgãos como, os lábios, as bochechas, a língua, a mandíbula, o palato duro e o véu palatino.


A correta produção dos sons da fala depende: 
· Das capacidades articulatórias/motoras da criança;
· Da coordenação dos movimentos do sistema estomatognático (estruturas ósseas, dentes, músculos, articulações, glândulas e sistemas vasculares linfáticos e nervosos).


Se o seu filho tiver alterações articulatórias pode
· Pedir à criança para olhar para sua boca enquanto produz o fonema (dar o modelo);
· Produzir o fonema de forma exagerada;
· Dividir a palavra em sílabas para a criança repetir com maior facilidade;
· Falar pausadamente;
· Fingir que não percebeu o que a criança disse, pedindo-lhe para repetir;
· Ler livros à criança que tenham imagens, cujas palavras contenham sons específicos;
· Fazer jogos (lotos de figuras) com a criança e pedir-lhe para dizer o que vê na imagem. À medida que esta responde pode ir corrigindo;
· Não adotar uma postura muito rígida pois a criança pode começar a desenvolver sentimentos de frustração e vergonha;
· Estar atento à socialização com os colegas do J.I./escola, no sentido de perceber se o seu filho tem dificuldades a fazer-se entender junto dos amiguinhos.
- PROCURE UM PROFISSIONAL HABILITADO – O TERAPEUTA DA FALA.

By Cláudia Barriguinha, Terapeuta da Fala


domingo, 29 de outubro de 2017

Outono e Depressão Sazonal



No outono chegam os dias mais curtos e escuros e com ele também chega a melancolia. Sabia que nesta altura do ano as pessoas, acabam por estar mais propicias a apresentar alterações do humor? Nomeadamente traços mais acentuados de tristeza, incapacidade de sentir satisfação em qualquer actividade que faça, fadiga e perturbações do sono, bem como algumas alterações ao nível do apetite (vontade de comer excessiva ou falta de apetite).
Com o culminar do verão existe o regresso ao trabalho e à escola, assim como ao stress diário, pelo facto dos dias serem mais curtos e o tempo mais chuvoso, existe paralelamente um decréscimo nas solicitações sociais, logo, acaba por ficar mais isolado e sedentário, apanha menos sol e neste sentido o seu organismo vai produzir menos endorfinas que estão associadas a áreas de prazer e de bem-estar.

E de que forma podemos ultrapassar esta mudança de estação sem que ajam grandes flutuações de humor?

  1.  Mantenha o convívio social - É importante que se mantenha em contacto com os seus amigos e familiares, organize um jantar em sua casa ou saia para comer fora, ir ao cinema etc.. Aproveite cada tempo livre para sair, ria e brinque é importante que não se isole.
  2. Aproveite a luz do sol – Sempre que exista um rasgo de sol, saia para a rua faça uma caminhada ao ar livre, passeie os cães, porque não dar um passeio até à praia?
  3. Pratique Atividade Física - Não cuide do seu corpo apenas na época que antecede o verão, cuide dele sempre. Siga o lema de “corpo são em mente sã”.  A prática regular de exercício permite-nos libertar energia, contribuindo para um aumento da nossa sensação de bem-estar.
  4. Tenha um sono reparador - É importante que cultive bons hábitos de sono e que tenha um sono reparador. Sabia que dormir pouco (ou muito) terá implicações no seu relacionamento com os outros e com a sua própria saúde. O ideal seriam as 8 horas diárias. 
  5. Relaxe - Tire 30 minutos diários para si e aprenda a relaxar do stress da vida diária. Nestes momentos pode optar por sentar-se e fazer uma contagem regressiva, a partir do 60, bem devagar e respirando fundo. Com esta técnica não só aumenta a sua concentração numa determinada tarefa como retira a atenção do que a incomoda ou lhe causa ansiedade.

Lembre-se que o Outono é apenas mais uma fase e porque não ver a beleza no cair das folhas?


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

NÃO....E QUANDO O SEU FILHO SE RECUSA A IR À ESCOLA?

A frase “Não quero ir à escola” pode ser vista como um ato de preguiça. Antes de pensar em castigar ou obrigar o seu filho a ir à escola, procure saber o que se esconde por trás daquele comportamento.

Até nós adultos temos dias em que não nos apetece ir trabalhar e é normal que as crianças também o sintam de vez em quando, mas quando a recusa é constante é porque algo não está bem.

Os mais pequenos por vezes desculpam-se com o “doí me a cabeça” ou “doí me a barriga” mas você sabia que o corpo dos mais pequenos pode reagir a problemas de foro psicológico e emocional?

As crianças tem dificuldade em expressar as suas emoções e como tal muitas vezes as manifestações somáticas (dores de barriga, estômago ou outras) são a forma do corpo do seu filho gerar um alerta de que algo não está bem!
Podem ser vários os motivos para os quais o seu filho não quer ir à escola, dos quais destaco:

Bulliyng – Repare nos sinais, veja se o seu filho não lhe refere “que os meninos são maus” se assim for questione..quem brinca com ele, quem não brinca e porquê. O seu filho pode estar a sofrer de violência física ou psicológica, mostre-lhe que não está sozinho que você o apoia e marque uma reunião junto dos responsáveis para esclarecer o que se passa.

Dificuldade de aprendizagem- Se o seu filho não consegue acompanhar a restante turma, pode ter alguns complexos de inferioridade..e o simples facto da professora chamar ao quadro ou pedir para ler algo em voz alta já é sinónimo para que o seu filho fique em pânico, com receio de ser gozado pelos restantes colegas ou ser chamado a atenção por parte da professora.

Mostre-se compreensivo dê exemplos seus quando andava na escola, faça-o ver que é capaz de tudo !

Medos- Existem crianças que alimentam uma dependência por parte da mãe ou pai e isso pode tornar-se um problema; nestes casos a criança sofre sempre que é antecipada a separação da figura de referência e isto traduz-se numa ansiedade em se afastar das pessoas que gosta.

Converse com o seu filho diariamente e faça-o perceber que a escola é importante e divertida ao mesmo tempo, que você também irá trabalhar e quando regressar irá busca-lo.
Não prolongue muito tempo as despedidas se perceber que o seu filho fica ainda mais ansioso.

Faça programas divertidos e convide amigos da escola, de forma a promover a socialização.

Se sentir que não está a conseguir ajudar o seu filho, procure ajuda especializada.

Psicóloga Regina Borges - psicologareginaborges@gmail.com


imagem retirada da internet, créditos ao seu autor

domingo, 15 de outubro de 2017

Luto

O processo de luto nos seres humanos é acompanhado por um conjunto de sentimentos: tristeza, raiva,culpa,ansiedade, choque entre outros, que acabam por se reflectir fisicamente como o nó da garganta, a falta de ar e de energia e o aperto no peito.

No processo de luto a pessoa passa por diferentes fases, das quais destaco:

Negação (choque) - A primeira reacção de quem perde um ente querido é a negação, a dor é tão grande que não queremos acreditar que não vamos mais ver aquela pessoa e conversar com ela . Nesse momento, a pessoa acaba por ter um forte desejo de contar e recontar o que aconteceu.

Raiva- Nesta fase a raiva pode ser dirigida a nós próprios ou a terceiros. A pessoa pode ter raiva de não ter feito as coisas de outra forma, ter raiva de Deus (para quem é crente) tendo pensamentos de "porquê a mim?" ou culpar e dirigir a raiva para as pessoas ao seu redor, por exemplo: "O Médico não diagnosticou a doença a tempo".

Negociação- No caso da morte de um ente-querido é quando pensamos que poderíamos ter agido antes, por exemplo ter prestado mais atenção. Quando fazemos isso, criamos na nossa mente um cenário mágico, onde essa pessoa ainda estaria connosco. É quase uma tentativa de voltar atrás no tempo e a vida voltar a ser o que era.

Depressão - É uma fase mais profunda do processo de luto, onde sentimos muita tristeza, pois tomamos consciência de que não mais vamos ver aquela pessoa. É natural que nesta fase a pessoa sinta-se desconectada dos outros, possa ficar mais silenciosa bem como ter alterações de apetite ou de sono.

Aceitação- Por fim e após vivermos momentos difíceis eis que surge a aceitação, esta é a fase em que se aceita a perda da pessoa em paz e de forma serena. Nesta fase o "vazio" deixado pela perda é preenchido com memórias e lembranças da pessoa que partiu. Não quer dizer que não se sinta mais triste, mas sim que os momentos de tristeza acabam por não ser tão acentuados .

E de que forma pode ajudar quem está a passar por uma perda?

ESCUTE o outro com bastante atenção;

FALE com a pessoa abertamente sobre a perda;

DÊ ESPAÇO para que a pessoa possa expressar os seus sentimentos;

SEJA PACIENTE e não force a pessoa para se "sentir melhor"respeite o seu ritmo;

PERGUNTE como a pode ajudar;

PARTILHE com a pessoa boas memórias sobre a pessoa que faleceu

ENCORAJE a pessoa a procurar ajuda especializada, caso não consiga lidar com a perda.



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Avaliação Psicológica e a sua Importância

A avaliação psicológica tem um papel bastante relevante na psicologia clínica, pois permite uma maior compreensão do funcionamento mental do sujeito bem como da estrutura da sua personalidade.

Muitas vezes o paciente chega ao consultório com queixas subjectivas de tristeza aqui como noutro tipo de sintomas é importante fazer um despiste, assim num processo de avaliação psicológica utiliza-se um número significativo de testes e medidas que são validadas para a população portuguesa.

Estes testes são meios auxiliares de diagnóstico que o psicólogo tem ao seu dispor, para de forma objectiva perceber melhor a problemática daquele paciente e elaborar um diagnóstico (Depressão, Perturbação da Ansiedade etc.)

Cada pessoa é um ser único e como tal o psicólogo deve avaliar de forma global, isto é em diversas áreas e contextos da vida daquele sujeito.

Como se processa um momento de avaliação?

Entrevista: Na entrevista clínica o psicólogo conversa com o paciente (ou pais quando se trata da avaliação de menores) com o intuito de recolher mais informações sobre a sua história de vida, história profissional (ou escolar), história de vida amorosa e afectiva.
Nesta entrevista o paciente será informado sobre a confidencialidade das consultas, pois só com base na confiança se constrói uma relação terapêutica sólida.

Avaliação: Com base na entrevista inicial o psicólogo seleciona uma bateria de testes, provas a realizar pelo sujeito. Volto a reforçar a importância de todas as medidas encontrarem se traduzidas e auferidas para a população portuguesa(sendo validados estatisticamente fornecendo medidas objetivas de características da personalidade e funcionamento psicológico).

Análise e Interpretação dos resultados:Como o nome indica o psicólogo em seguida irá cotar os resultados obtidos, pode o fazer manualmente ou com o recurso a programas informáticos (dependendo da bateria aplicada).

Relatório de avaliação psicológica: Nada mais é que um resumo das observações e dos resultados das provas realizadas. No relatório existe também uma indicação para a resolução das dificuldades apresentadas pelo paciente inicialmente, por exemplo: Psicoterapia individual, encaminhamento para consulta especializada de psiquiatria).

De acordo com o código deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses, publicado na 2 série do Diário da República a 20 de Abril de 2011

1 revisão publicado no Diário da República 2 série n 246/ 2 de dia 26 de Dezembro de 2016
Regulamento n 258/2011

Nos princípios específicos, ponto 4 Avaliação Psicológica, alínea 4.1:
" Natureza da avaliação psicológica. A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA é um acto EXCLUSIVO da PSICOLOGIA e um elemento distintivo da autonomia técnica dos/as psicólogos/as relativamente a outros profissionais. "

Assim num processo de avaliação psicológica (Infantil ou de Adultos) bem como num processo de orientação escolar e vocacional, escolha um profissional devidamente habilitado para o fazer.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Medos comuns na 1ª Infância

Ao longo do desenvolvimento infantil, existem alguns temas em particular que podem ser ansiogénicos para as crianças. 

Estas angústias e receios são partilhados pela maioria das crianças e acabam por ser ultrapassados de forma natural.

Hoje vamos saber mais sobre os medos mais comuns na 1 infância:

Entre os 0 e os 2 anos de idade: Os medos mais comuns são ruídos intensos; separação da pessoa de referência; estranhos; pessoas mascaradas.

Entre os 3 e os 4 anos de idade (pré escolar): A criança acaba por estar mais sensível a falta de controlo do meio que a rodeia, assim os medos mais comuns passam por trovoadas e outros ruídos intensos; bruxas; fantasmas; monstros; pessoas mascaradas; do escuro e separação de pessoas que lhe são queridas.

Dos 5 aos 6 anos: A criança já pensa para além de si própria, por isso é comum o medo de separação dos pais (ou que algo de mal aconteça a estes durante a separação) ; medo de se magoar; medo de Monstros; Fantasmas e Bruxas. Nesta fase pode surgir o receio de adormecer e os pesadelos, pois a linha que separa a fantasia da realidade é muito ténue e os sonhos parecem reais.

Nunca devemos negligenciar o medo da criança, a compreensão e a conversa (desmistificação do medo) serão os seus fortes aliados, para tal, temos de ser criativos e recorrer à parte lúdica quer seja através de livros ou de Sprays Mágicos... 

Sim um Spray Mágico que ao pulverizar combate os monstros de baixo da cama; ou ainda um que dá aos vossos filhos super poderes, para serem fortes e combater os seus medos como por exemplo o de dormir sozinho.

Recentemente tive contacto com os sprays que a Cutxi Cutxi ideias personalizdas, disponibiliza, estes são uma delícia, pensados no âmbito da aromaterapia, com um aroma bastante agradável.

Fazem a delícia dos mais pequenos que se sentem mais corajosos no combate contra os monstros.

Aqui por casa, foi um sucesso garantido.

Deixo aqui o link da página Cutxi Cutxi


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

“Geração Touch” – O mundo na ponta dos dedos

Hoje em dia as crianças nascem e já sabem mexer em tablets, telemóveis e afins, contudo existem razões que nos levam a acreditar que os benefícios proporcionados pela exposição precoce a novas tecnologias é em grande escala, ultrapassado pelos prejuízos que trazem ao desenvolvimento infantil.

Assim muitos pais se questionam se devem reduzir ou não o tempo de exposição dos seus filhos limitando o uso destes dispositivos.

Sabia que a exposição excessiva à televisão está associada a problemas de obesidade, distúrbios do sono, comportamentos agressivos, impulsivos e hiperactividade?

E ainda afecta a imaginação das crianças, prejudicando o pensamento criativo, capacidade de concentração e o interesse pela realidade, isto é, pelo meio que a rodeia.

Num estudo do Scientific Reports (2017) foi testada a relação entre o uso de dispositivos touch e o impacto no sono em crianças de 6 e 36 meses, concluindo que existe uma relação significativa entre o tempo de uso destes aparelhos e o impacto e prejuízo no tempo (horas de sono) e qualidade do sono.

No que diz respeito à obesidade um estudo da Academia Americana de Pediatria (AAP) em 2016 comprova que a incidência de excesso de peso é 5 vezes maior em adolescentes que assistem a mais de 5 horas por dia de televisão.
Por mais jogos educativos que veja no mercado para o seu filho prefira os tradicionais invés dos disponíveis para computador.

Crianças menores de 2 anos ou com os 2 anos já feitos, não devem passar muito tempo de tablet na mão. Nesta fase ainda estão a desenvolver as suas capacidades motoras, cognitivas bem como a linguagem, portanto é importante que passem por experiências reais e que interajam socialmente com o seu grupo de pares.
Sei que hoje em dia não é fácil, pois desde cedo que as crianças vêm os seus pais, restantes familiares e educadores de telemóvel em punho e é natural que queiram imitar o nosso comportamento. 

Mas lembre-se que é uma criança, lembra-se de como era quando você tinha aquela idade?

Nós, não tínhamos telemóveis, tablets e afins e éramos felizes...porque tínhamos algo bem mais importante que estas gadgets

PENSAMENTO CRIATIVO ou imaginação para pegar numa caixa de cartão e fazer dela um avião, de pegar em blocos de madeira e construir um castelo.

Faça um compromisso e a partir do dia de hoje, mal chegue a casa coloque o telemóvel de parte.

Esteja atento, brinque com o seu filho, saltem, cantem..sejam felizes e sem recursos a gadgets.