quarta-feira, 31 de maio de 2017

DICA PARENTAL: Diga Não às Palmadas

Bater não é nem nunca foi solução, sei que educar uma criança não é tarefa fácil e recorrer a uma palmada leve acaba por ser uma solução temporária, no fundo, não resolverá o problema a longo prazo.

Numa abordagem positiva da parentalidade, existem várias alternativas à palmada, deixo aqui algumas:

1- Façam uma pausa (Time out) – É importante que a criança num momento em que esteja mais irrequieta, faça uma pausa, de forma a conseguir-se acalmar para posteriormente expressar o que sente aos pais.
Para os pais é igualmente importante fazer esta pausa, muitas vezes a criança leva a palmada , porque os pais já não conseguem ouvi-la mais a gritar. Nestas alturas em que você sinta que está a perder o controlo, respire fundo, avise a criança de que vai se ausentar por uns minutos e quando regressar então poderão falar sobre o que aconteceu.

2- Comunicação clara e concisa – Devem manter a comunicação sempre fluída, ou seja é melhor explicar ao seu filho o que este fez de mal e qual a consequência dos seus atos do que lhe bater.

3- Perda de regalias – Se o seu filho(a) se porta mal é importante que fique claro as perdas de regalias ou privilégios, de forma a que perceba que no futuro se tiver determinado comportamento negativo ficará durante algum tempo sem o seu brinquedo X .
Para uma causa existe uma consequência!

4- Elogiar- Ao longo deste processo é importante elogiar o seu filho, as crianças aprendem melhor através de reforço positivo; assim ao reforçar e destacar um bom comportamento, fará com que ele perceba qual o comportamento a adotar no futuro perante aquela situação.

E acima de tudo dê aos seus filhos mimos...as crianças precisam de saber e sentir que são amadas, isto transmite-lhes confiança!

sábado, 27 de maio de 2017

Construção da identidade

A adolescência é uma fase muito importante no processo de consolidação da identidade pessoal, psicossocial e sexual. Para Erikson, o sentimento de identidade é o sentimento intrínseco de ser o mesmo ao longo da vida, atravessando mudanças pessoais e ocorrências diversas, os adolescentes poderão experimentar uma série de identidades. Na sua busca por respostas, procuram a experiência em diferentes papéis e através de uma variedade de relações. 

Tratando-se de uma auto - exploração através da experimentação.
Contudo pode existir uma problemática identitária, isto é , se estes não conseguem clarificar e dar corpo a sua identidade pessoal é provável que venham a ser afectados pela depressão e até pelo desespero.
Cada um de nos constrói o seu “eu” através de “outros significativos”, as interacções relacionais reais e as fantasiadas. Assim a identidade constrói-se através de experiências vividas num subtil jogo de identificações.
Se na infância os nossos modelos identificatórios são os pais, na adolescência passam a ser os jovens da mesma idade (o grupo de amigos).
Sendo que a construção da identidade passa por um processo de identificação e por um processo de diferenciação. Os heróis têm no processo de identificação de alguns adolescentes um papel relevante oferecendo imagens poderosas cultivadas colectivamente e no processo de diferenciação podemos ter aqui associados alguns actos de rebeldia..no fundo estes querem se diferenciar dos seus pais.
O desenvolvimento da identidade nem sempre se processa de forma suave, por isso é importante a presença dos pais, estes muitas vezes terão de saber ouvir com paciência e tolerância o adolescente, sem querer imediatamente impor o seu ponto de vista.

A título de curiosidade, deixo os estádios do autor Erikson a este respeito de construção de identidade:

 1ª Idade: Confiança versus Desconfiança (0 – 18 meses)
A criança é substancialmente dependente das pessoas que cuidam dela, em que a natureza da relação família/ criança é a base para a construção da criança.

 2ª Idade: Autonomia versus Duvida e Vergonha (18 meses – 3 anos)
A criança aprende a anda, falar, movimentar-se para conhecer o mundo que a rodeia e assim tornar-se um pouco mais independente.

 3ª Idade: Iniciativa versus Culpa (3 – 6 anos)
Durante este período a criança passa a perceber as diferenças sexuais, os papéis desempenhados por mulheres e homens na sua cultura; ser menino e ser menina (novas descobertas)

 4ª Idade: Industria/ Mestria (competência) versus Inferioridade (6 – 12 anos)
Com a entrada da criança na escola esta exigirá maior socialização, trabalho em conjunto, cooperação por parte do indivíduo para se integrar no grupo social

 5ª Idade: Identidade versus Difusão/ Confusão (12 – 18/20 anos)
Busca do eu, de orientações e escolhas profissionais; reflexão sobre a atitude do indivíduo para com os outros e especificamente para o sexo oposto

 6ª Idade: Intimidade versus Isolamento (18/20 – 30 e tal anos)
Descoberta do outro; relações estáveis ou isolamento. O tipo de relação que teve com os pais reflecte-se nas relações futuras.

 7ª Idade: Generatividade versus Estagnação (30 e tal – 60 e tal anos)
Dedicação a sociedade à sua volta e realização de valiosas contribuições, ou grande preocupação com o conforto físico e material. 

 8ª Idade: Integridade versus Desespero (depois dos 65 anos)
Nesta fase é feito o balanço de todos os estágios anteriores e dos seus ganhos e perdas.


Imagem retirada da Internet, créditos ao seu autor



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sfppp- Associação Para a Promoção da Prevenção do Abuso Sexual.

Juntos seremos mais fortes, vamos dizer “BASTA” ao abuso sexual de menores.

Vamos sistematizar por pontos alguns sinais e comportamentos que o devem deixar alerta:

Qualquer adulto pode ser um potencial pedófilo;

Na maioria os abusadores são conhecidos pelas crianças e infelizmente podem ser familiares, amigos dos pais, professores entre tantos outros;

3Normalmente os pedófilos gostam de travar amizade coma criança e ou adolescente, falando de igual para igual procurando agradar a vítmia com elogios, presentes etc..;

Esteja atento ao comportamento do seu filho e à reacção que este tem perante certos e determinados adultos;

Se o adulto em questão for excessivamente prestativo, sedutor, oferecendo-se sempre para tomar conta das crianças desconfie um pouco;

Estranhe caricias e afetos que lhe parecam excessivos;

Ao deixar o seu filho ao cuidado de terceiros, procure aparecer em horas fora do combinado de forma a conseguir observar como está o seu filho, o que estãoa fazer etc..
É importante que converse com o seu filho e lhe explique o que é considerado um afeto ou um toque negativo.

Para quem ainda não conhece partilho a página da associação que foi criada no âmbito da promoção para a prevenção do abuso sexual:
https://www.facebook.com/prevencaoabusosexuais/
SFPPP devido ao Slogan motivacional “ Seguindo em Frente Pela Promoção da Prevenção” Criada por uma antiga colega de curso e amiga a Dra. Ana Cristina Santos tem por finalidade apoiar e desenvolver acções para a defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano e do meio ambiente, através das atividades de educação profissional, pessoal-social, especial e ambiental.

Para a consecução dos seus objetivos, a Associação poderá sugerir, promover, colaborar, coordenar ou executar ações e projetos visando a sua declaração de missão, que tem como objetivo geral promover um desenvolvimento sexual dos indivíduos livre de abusos por parte de terceiros.

Ajude-nos a Ajudar partilhando a página da SFPPP e partilhando a informação contida na mesma.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Alimentação Infantil


 Sem dúvida um tema bastante actual e que suscita bastantes dúvidas nas mães..

Será que o meu filho come a quantidade suficiente? Será que ingere os nutrientes adequados? 

Os recém nascidos segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) devem ser alimentados de forma exclusiva até aos 6 meses através de leite materno, pelos inúmeros benefícios que o leite materno traz, tais como: protecção imunológica do bebé; redução da probabilidade de infecções respiratórias; aumento da resistência contra otites, diarreias etc.. e também por reforçar o elo de vinculação com a mãe o que lhe permite sentir-se mais tranquilo e seguro.

Posteriormente  (a partir dos 6 meses) inicia-se  a introdução alimentar e complementar ao leite materno está deve ser feita de forma gradual e tranquila para que não aja pressas o que permitirá ao bebé  adaptar-se às novas  texturas, sabores etc..

Nesta introdução alimentar deverá seguir as indicações fornecidas pelo pediatra que acompanha o seu filho respeitando sempre o timing das mesmas, de forma a efectuar um eventual despiste de alergias alimentares.

O que é espectável é que por volta dos 12 meses o seu filho já faça a chamada alimentação da família e que o acompanhe nas refeições, tendo uma ou outra limitação.

Há medida que as crianças crescem vão se tornando casa vez mais selectivas, isto é  por volta dos 3 / 4 anos de idade  é natural que estas reduzam a quantidade que ingerem..até porque acabam por querer apenas e somente comer os alimentos que gostam em detrimento dos outros.

Não faça uma guerra na hora da refeição se o seu filho não almoça bem, não force, porque na refeição seguinte ele compensará e irá comer.

O que é importante é que você enquanto pai seja um modelo a seguir desde cedo, pois crianças que crescem tendo à sua disposição alimentos saudáveis, de forma natural irão optar por comer estes num futuro próximo.

Um conselho que dou é que efectivamente na sua despensa e frigorífico tenha ao alcance do seu filho alimentos saudáveis para que este quando sente fome os procure. 

Igualmente deve trabalhar desde cedo com o seu filho o conceito de alimentação saudável e de composição de um prato saudável.

Veja agora o  vídeo e encontre  respostas para as suas perguntas, não se esqueça igualmente de subscrever o canal de youtube " À conversa com a Psicóloga" para se manter actualizado.




Se não conseguiram perceber ou retirar informação sobre o livro lúdico que mostrei sobre alimentação infantil, deixo-vos aqui mais informação.. este livro é da  Editora Coisas de Ler e chama-se "Ora Parte um Prato" e vincula um aconselhamento nutricional adequado para a faixa etária dos 4 aos 6 anos de idade  abordando alguns dos conceitos mencionados.


Wook.pt - Ora Parte Um Prato!


O livro não é recente, mas sem dúvida é algo inédito no mercado Português, pois de forma lúdica aborda questões de como se compõe um prato saudável; quantas refeições deve a criança fazer ao longo do dia e ainda uma roda dos alimentos interactiva, ementas para pais e Filhos e informação para Pais e Educadores da equipa de profissionais que são os autores da obra.


Portanto aconselho a todos a adquirir este exemplar e a começarem a trabalhar esta temática com os vossos filhos.

Igualmente no Vídeo citei um Pediatra Espanhol, peço desculpa pelo meu lapso, pois referi António González (não sei onde fui buscar o António) mas sim o nome correto é Carlos González que têm imensa bibliografia sobre a questão da fome e do não obrigar a criança a fazer as refeições devido à porção do seu estômago.


Como prometido, deixo igualmente aqui a referência de alguns  livros deste autor que gosto muito :

Mi Niño no me Come






Mi Niño no me Come



 My Child Won´t eat

 Resultado de imagem









terça-feira, 9 de maio de 2017

Actividade de Estimulação Cognitiva

Esta actividade permite perceber como podemos criar material de intervenção, através de materiais tão simples como espátulas de madeiras coloridas (à venda em várias lojas).

O Objectivo desta actividade é replicar com as espátulas o desenho impresso em cartões.

Esta actividade propõe estimular a coordenação, a orientação espacial, a atenção a psico motricidade, entre outras funções cognitivas.

Pode ser utilizada quer com a população mais jovem como com a população idosa.

#materialdeintervenção
#psicologiaclinica
#reginaborges



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Avós e Netos

Dizem que “os avós deseducam os netos” e, perante esta afirmação existe um fundo de verdade.
Os avós não colocam de castigo, dificilmente ralham e normalmente fazem a maioria das vontades dos netos. 

Mas, por detrás de tantos mimos, existem avós conscientes da sua importância para a formação das crianças, pois também eles influenciam o desenvolvimento emocional, cognitivo e social dos seus netos.

Igualmente os avós minimizam os efeitos negativos da relação entre pais e filhos, especialmente quando nos referimos a pais imaturos e negligentes.

Por serem mais permissivos os avós acabam por ser mais procurados para conversar sobre diversas temáticas, quando as crianças temem o julgamento por parte dos pais.
E para os avós o estar presente e satisfazer a vontade dos seus netos faz-lhes bem; pois eles partilham a sua experiência de vida com os mais novos mas também aprendem muita coisa, por exemplo ficam a par das novas tecnologias (mexer em smartphones etc..) ocupam melhor os seus tempos livres etc..

Contudo, educar não é apenas um dever dos pais...é um dever de pais, avós e da sociedade em geral. Apesar de não ser uma função primordial dos avós estabelecer os limites é importante que os mesmos não desautorizem os pais.
Por exemplo se a criança não está autorizada a ver televisão antes de preparar a mochila para o dia seguinte, então os avós devem respeitar e colaborar com os pais.

Até porque recordem-se que as crianças precisam de rotinas para ajudar a estabelecer e preparar melhor o seu dia.

Para terminar Avós mimem e mimem muitos os vossos netos, com abraços com carinho e com muita brincadeira

O contacto com os avós acaba por favorecer nas crianças o respeito pelos idosos e a aceitação do seu próprio envelhecimento, algo que nós pais devemos sempre incentivar.
E para terminar esta pergunta é dirigida para vocês Pais..Quanto tempo de qualidade ainda passam com os vossos avós?

Eu dou graças a Deus por ainda ter a minha avó com 84 anos que tanto me ajudou a crescer e a moldar a minha personalidade.

Imagem retirada da Internet, Créditos ao seu autor



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Actividade de Estimulação Cognitiva - Descobre a Sequência

Não tendo acesso a alguns instrumentos, podemos nós criar uns simples cartões de cartolina contento as sequências que quisermos.
Neste exemplo que dou utilizei objectos infantis (para trabalhar em contexto lúdico com as crianças), mas podem por exemplo usar os objectos que quiserem e se por exemplo fizesse uma sequência com frutas então estes cartões já se adaptariam a outra população, como por exemplo a população idosa.
As instruções são bem simples, devemos observar as sequências com bastante atenção e completar de forma a dar continuidade ao cartão.