segunda-feira, 8 de maio de 2017

Avós e Netos

Dizem que “os avós deseducam os netos” e, perante esta afirmação existe um fundo de verdade.
Os avós não colocam de castigo, dificilmente ralham e normalmente fazem a maioria das vontades dos netos. 

Mas, por detrás de tantos mimos, existem avós conscientes da sua importância para a formação das crianças, pois também eles influenciam o desenvolvimento emocional, cognitivo e social dos seus netos.

Igualmente os avós minimizam os efeitos negativos da relação entre pais e filhos, especialmente quando nos referimos a pais imaturos e negligentes.

Por serem mais permissivos os avós acabam por ser mais procurados para conversar sobre diversas temáticas, quando as crianças temem o julgamento por parte dos pais.
E para os avós o estar presente e satisfazer a vontade dos seus netos faz-lhes bem; pois eles partilham a sua experiência de vida com os mais novos mas também aprendem muita coisa, por exemplo ficam a par das novas tecnologias (mexer em smartphones etc..) ocupam melhor os seus tempos livres etc..

Contudo, educar não é apenas um dever dos pais...é um dever de pais, avós e da sociedade em geral. Apesar de não ser uma função primordial dos avós estabelecer os limites é importante que os mesmos não desautorizem os pais.
Por exemplo se a criança não está autorizada a ver televisão antes de preparar a mochila para o dia seguinte, então os avós devem respeitar e colaborar com os pais.

Até porque recordem-se que as crianças precisam de rotinas para ajudar a estabelecer e preparar melhor o seu dia.

Para terminar Avós mimem e mimem muitos os vossos netos, com abraços com carinho e com muita brincadeira

O contacto com os avós acaba por favorecer nas crianças o respeito pelos idosos e a aceitação do seu próprio envelhecimento, algo que nós pais devemos sempre incentivar.
E para terminar esta pergunta é dirigida para vocês Pais..Quanto tempo de qualidade ainda passam com os vossos avós?

Eu dou graças a Deus por ainda ter a minha avó com 84 anos que tanto me ajudou a crescer e a moldar a minha personalidade.

Imagem retirada da Internet, Créditos ao seu autor



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Actividade de Estimulação Cognitiva - Descobre a Sequência

Não tendo acesso a alguns instrumentos, podemos nós criar uns simples cartões de cartolina contento as sequências que quisermos.
Neste exemplo que dou utilizei objectos infantis (para trabalhar em contexto lúdico com as crianças), mas podem por exemplo usar os objectos que quiserem e se por exemplo fizesse uma sequência com frutas então estes cartões já se adaptariam a outra população, como por exemplo a população idosa.
As instruções são bem simples, devemos observar as sequências com bastante atenção e completar de forma a dar continuidade ao cartão.
 
 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

"O meu Amigo Dentista" - Sugestão Literária para Pais e Profissionais

Este livro acaba por ser um excelente recurso para desmistificar o que é um dentista e para ajudar a combater alguns medos  e  fobias que os mais pequenos possam ter.

Esta é a história da Marta e da Sofia que têm um problema (uma cárie)  e no meio de muitas peripécias acabam por perceber que ir ao dentista não é assim tão mau.

A acompanhar este excelente livro temos disponível uma viagem pelo interior da boca ( de extrema importância para que os mais pequenos conheçam um pouco melhor o seu corpo) e como bónus um  CD com a participação especial do Zé Pedro dos Xutos e Pontapés.

 Adorei ler e desfolhar este livro, pois  a informação contida no mesmo é essencial para desmistificar alguns medos em relação ao dentista e desta forma promover hábitos saudáveis junto dos mais pequenos.

Agora toca a lavar muito bem os dentinhos :)



Livro disponível para compra na Editora Coisas de Ler:


http://www.coisasdeler.pt/index.php?orderby=position&controller=search&orderway=desc&search_query=o+meu+amigo+dentista 






 Resultado de imagem para o meu amigo dentista





Resultado de imagem para o meu amigo dentista

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Instrumentos e Materiais de Intervenção

Jogo do Loto

O jogo do loto pode ser um material extremamente interessante para usar em diferentes contextos, tais como em família ou até mesmo nas sessões terapêuticas em psicologia.

Vou dar o exemplo do jogo do loto da Flying Tiger Portugal, mas podem comprar e adaptar (fica ao vosso critério) pois existem diversas marcas no mercado e a diferentes preços.

As peças do jogo de loto habitualmente apresentam-se como vemos na imagem, apresentando animais, objectos e ou pessoas.

O objectivo deste jogo é simples e será o de ligar ao cartão às imagens correspondentes.

Este loto por mim escolhido para exemplificar apresenta um número diversificado de conjugações, desta forma a criança desenvolve a sua capacidade de discriminação visual e projeta a sua história de vida e vivência psíquica.

Acaba por ser bastante útil para trabalhar em terapia igualmente a memória e o vocabulário. Sempre que possivel devemos recorrer a materiais mais neutros.

Em família pode e deve ser usado de forma a promover brincadeiras saudáveis entre pais e filhos, estimular a criatividade bem como o nível de concentração/atenção para aquela tarefa.

#Materialdeintervenção#psicologiaclinica#ReginaBorges



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Instrumentos e Materiais de Intervenção

Jogo da tartaruga:
Nem sempre os psicólogos têm ao seu alcance o melhor material lúdico para a avaliação e acompanhamento de crianças.
Hoje mostro-vos este simples jogo que adquiri no Lidl por um preço bastante reduzido.
Este é composto por uma tartaruga e 18 cilindros coloridos em madeira (Azul, Amarelo, Verde, Vermelho, Laranja e Lilás).

O objectivo do jogo é equilibrar os cilindros na tartaruga de forma a que estes não caiam.

Estimula a concentração, a motricidade Fina e habilidade táctica.

Pode ser utilizado com crianças a partir dos 3 anos. Posso vos dizer que cá por casa é um sucesso.

#Materialdeintervenção#psicologiaclinica#ReginaBorges



quinta-feira, 23 de março de 2017

Autosabotagem


A auto sabotagem é um mecanismo comum, que opera de modo inconsciente acabando por fazer com que você próprio se auto boicote.

Quantas vezes não deu por si a não conseguir cumprir objectivos que predefiniu? Quantos de nós não contribuímos inconscientemente para que tudo à nossa volta dê errado?

Já parou para reflectir nisto? Contudo nem sempre é claro..pois nem sempre a pessoa que se auto boicota dá conta de que o faz, contudo acaba por ter um padrão de comportamentos repetitivos que acabam por ser negativos, mas que acabam por ser automáticos perante determinado estímulo.

E quando você acaba por aceitar o “mínimo aceitável” não sabe atuar de outra forma, mesmo que este tipo de comportamento traga angústia, tristeza e frustração. A verdade é que se “acostuma” a viver assim infeliz mas também nada faz para mudar de atitude.

Comece a olhar para si “de fora” e comece por analisar cada problema, cada dificuldade e a sua resposta perante cada um deles. 

Não adianta ficar angustiado ou reclamar que a vida é injusta e que não consegue (não é capaz) entre tantas outras frases que inconscientemente vai acabar por pensar e “arranjar” para manter este padrão de auto-boicote.

Está na hora de mudar e fazer algo por si, pense na resposta às seguintes perguntas:

O que eu ganho ao manter este padrão na minha vida?

O que irei perder a manter este padrão?

É realmente seguro para mim dar este passo agora?

Não tendo uma postura de vitimização, como me irei sentir? Irei parar de ter atenção de terceiros?

Arrisque, acredite em si e que é capaz!

Porque não delinear um plano de acção para se sentir mais seguro em dar este passo na sua vida? Quer seja a nível de trabalho, quer a nível pessoal. 

Vá em frente e não deixe que pensamentos limitadores tais como “ Eu não consigo fazer isto porque.” Ou “ Não devo/mereço ter isto porque” o impeçam de atingir os seus objectivos.

Imagem retirada da Internet, créditos ao seu autor.


Visitas a um Recém Nascido - O que deve e Não fazer?


No pós parto é comum as recém mamãs terem as suas necessidades despriorizadas, isto é, colocam as prioridades do bebé à frente do seu próprio bem estar emocional e físico. Mas também esta mãe precisa de ajuda..sente-se cansada, stressada e sem tempo para nada.

Uma simples visita, por vezes pode ser um sacrifício e gerar bastante stress, isto porque a recém mamã não quer receber as pessoas com a casa desarrumada ou porque se preocupa em ter algum lanche para oferecer.
São raras as pessoas que compreendem a necessidade de deixar os pais e o bebé gozarem a sua relação a 3 nos primeiros tempos, de forma a se conectarem com o bebé.

Já alguma vez reflectiu sobre isto? Você continua a fazer a sua vida normalmente: come, dorme 8 horas diárias, tem tempo para um banho. Alguma vez se perguntou se estes pais igualmente têm este tempo?

A partir do momento em que o bebé nasce as atenções voltam-se todas para este..colocando de parte os pais e as mães. 
Já reflectiu quantas vezes realmente pergunta à recém mamã “ tu estás bem”? ou “ De que forma eu posso ajudar aqui em casa?”.

Da próxima vez que for visitar um recém nascido e se tiver intimidade com a mãe, pergunte "O que é que precisas?" e mesmo se a resposta for “nada” ,fica sempre bem levar algo de oferta para bebé e mãe. Valorize esta mãe e o esforço e sacrifício que esta faz ao tentar gerir lida da casa e vida familiar.

Para além destas pequenas dicas, acrescento ainda que deve telefonar antes de ir visitar o bebé, procure perceber qual o melhor horário (de forma a não interferir com a rotina familiar).

Evite igualmente beijar o bebé ou pegar na mãozinha deste, muitas mães ficam incomodadas e acabam por “vergonha” e por não querer ferir susceptibilidades não o dizerem em voz alta.

Lembre-se acabou de chegar da rua, o ideal é lavar as mãos antes de pegar no bebé e lembre-se que este ser tão pequenino ainda não têm as vacinas todas, logo está mais frágil a vírus e bactérias.

E por fim, não estenda a sua visita por horas, saiba qual a melhor hora de sair e deixar pai, mão e bebé descansar.

Se tiver em conta estas indicações estará a contribuir para o bem estar emocional dessa família.